Aproveitando o mês roxo, se não sabe do que estou falando clique no post anterior, hoje falarei sobre a fibromialgia, doença que tenho mais afinidade desde 2018. Começou com uma dorzinha fraca pelo corpo que não passava com remédio nenhum e foi evoluindo até eu não conseguir levantar da cama. Demorei meses até receber o diagnóstico, passando de médico em médico, de exame em exame. Mudou minha rotina, minha mente e meu corpo, já me fez chorar diversas vezes, me derruba sem eu perceber, me faz querer gritar um lindo e sonoro CHEGA! Sejam apresentados a minha fibromialgia, ou melhor apelidada, minha fibro!

Tem tanta coisa para falar sobre ela…mas hoje focarei na rivalidade entre o corpo e a mente, mas especificamente sobre a mente querer algo e o corpo querer outra totalmente diferente, e olha que não estou falando de maneira romântica.

Uma coisa que eu aprendi convivendo esses anos com a fibro foi a ouvir mais o que meu corpo quer/necessita. Por mais que eu queira muito fazer algo, às vezes, ou melhor dizendo em quase todas as vezes, meu corpo não deixa, e quando eu me rebelo e ignoro o que ele fala, sofro as consequências nos dias sucessores. São dias com excesso de dor, me rastejando para ir ali e aqui.

Acho que o mais difícil dessa situação, é olhar para trás e ver quem você era, o que você conseguia fazer e ter que encarar a sua realidade agora: você não é mais quem costumava ser, você não consegue fazer mais o que costumava fazer! Isso dói. É uma apunhalada da vida que você não está preparada para levar. Mas sejamos sinceros, quando estamos preparados para algo nessa vida?

Antigamente eu arrumava a casa em 1 dia, conseguia me exercitar todos os dias, andar muito sem me cansar, e hoje demoro dias para arrumar a casa, os exercícios diminuíram drasticamente e andar me cansa muito. Mas preciso enxergar que essa sou eu hoje, que já estou fazendo o melhor que posso e me aceitar desse jeito.

A fibro me fez desacelerar, a pisar no freio e a viver mais devagar. A fibro me fez ver que eu posso querer fazer 10 coisas em um dia, mas só conseguirei fazer 05 e tudo bem! Está tudo bem eu não conseguir fazer as 10 coisas que eu queria, está tudo bem eu ser mais devagar que as outras pessoas. A fibro me fez ver que o mais importante não é alcançar tudo que você almeja fazer e sim não desistir de fazê-las. Se não der para fazer hoje, faça amanhã.

Tá tudo bem!

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5 comentários

  1. Excelente reflexão. Estou aprendendo com a vida que pessoas capazes são escolhidas pra passar por processos que servirão para muitos. A sua experiência tem me ajudado a colocar o pé vamo freio afinal não preciso ficar doente pra diminuir o ritmo, melhor decidir agora pra viver com mais qualidade sem adoecer. Obrigada Kelly.

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